"Your world is nothing more than all the tiny things you've left behind" (Gran Torino)
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Desistimulante chegar a certa altura da vida e descobrir que ela não foi ou é nada além das pequenas coisas das quais desistimos ao longo do caminho. Mas, se essas pequenas coisas são todo o mundo, toda a vida, então já não podem ser tão pequenas assim...
Difícil é classificar as coisas como pequenas, na verdade.
Incrivelmente, tudo que se refere a mim toma sempre proporções montruosas, principalmente quando a vida de outras pessoas se entrelaçam à minha. É como quando olho no espelho, tenho sempre a impressão de parecer melhor do que na verdade estou. Pelo menos nisso, ninguém pode me acusar de não ser otimista.
E essa estranha óptica se transfere para todos os outros aspectos da minha vida...
Com Lic também foi assim. Tudo tomou proporções exageradas, mesmo tendo conhecimento da fobia de intimidade e raízes de ambos. Óbvio que a culpa por fazer tudo crescer vertiginosamente foi minha!
Sempre me foi dito em alto e bom som que não se buscava uma relação gratuita, caso ainda houvesse meios de pagar por uma. Como sempre, eu não ouvi... não vi, não percebi nem notei.

Lá fora, uma rosa morreu, uma festa acabou, nosso barco partiu...
eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela e só Carolina não viu. Pois é, não vi.
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